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    Associação Brasileira de Cientistas para Desconstrução de Diagnósticos e Desmedicalização

 

Milhares de crianças são medicadas de forma irresponsável por profissionais da área da saúde e da educação incapazes de compreender as fraudes existentes em testes psicológicos e neurológicos que ratificam diagnósticos cientificamente infundados e acabam por transformar problemas de educação em problemas de saúde.

 

 

SOMOS

uma OSC criada para atuar na interface da saúde e educação, reunimos profissionais e escolas para atuar em rede pela qualificação dos processos educativos. 

 

COMPREENDEMOS

que falta a muitos profissionais da área da saúde a experiência, o olhar e o conhecimento pedagógico inerentes àqueles que acompanham diariamente as crianças nas escolas, assim como falta a muitos profissionais da educação conhecimento médico e biológico qualificado para que sejam capazes de rejeitar diagnósticos indevidos. É nesta interface da saúde e educação que ocontece nossa atuação. Há um silencioso genocídio à infância que precisa ser denunciado e combatido. Com a justificativa de promover o melhor rendimento do aprendizado das crianças, o cloridrato de metilfenidato (substância presente em medicamentos conhecidos por nomes como Ritalina ou Concerta) é receitado para que elas se tornem “obedientes, disciplinadas e concentradas”. Entretanto o que é visto como indisciplina, desobediência ou dificuldade de concentração, é na verdade fruto da falta de diálogo com aquilo que tem mais significado para formação da subjetividade destas crianças, seus interesses e desejos mais profundos. Nos últimos dez anos o consumo da Ritalina cresceu 775% no Brasil, que já é o segundo maior consumidor da droga em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

AJUDAMOS

Escolas e famílias de crianças diagnosticadas e medicalizadas desconstruindo diagnósticos infundados e apresentando a possibilidade de encaminhamento para escolas e profissionais que não dopam seus estudantes de forma indevida. 

DESCONSTRUÍMOS

diagnósticos utilizados para medicar milhares de crianças de forma negligente por irresponsabilidade de profissionais da área da saúde e da educação incapazes de compreender as fraudes existentes em testes psicológicos e neurológicos que ratificam diagnósticos cientifica e pedagógicamente infundados que acabam por transformar problemas de educação em problemas de saúde. Para desconstruir os diagnósticos se faz necessário aprofundar o olhar e a reflexão sobre o discurso e a prática pedagógica capazes de adoecer as crianças através de um processo que visa formatar seres extremamente uniformes, presos a um rígido padrão de normalidade. A incapacidade das pessoas de olhar de forma crítica para instituição escolar contribui para crença em déficits e transtornos de aprendizado sem nenhum tipo de embasamento científico e epistemológico. O próprio psiquiatra Leon Eisenberg, criador do TDAH, antes de morrer, se pronunciou afirmando a farsa deste discurso, em suas palavras “um excelente exemplo de uma doença fictícia”. Diagnósticos como Transtorno de Déficit de Atenção, Hiperatividade, Transtorno Desafiador Opositor, Dislexia, dentre outros absurdos que possam ser criados, não reconhecem o ser humano como um ser integral, produto de uma cultura, com suas questões emocionais, sociais e biológicas completamente indissociáveis, interdependentes e diretamente ligadas ao processo cognitivo. TDAH, TDO e Dislexia não são doenças neurobiológicas e genéticas, não há nenhum gene responsável por fundamentar estes diagnósticos. Eles partem de concepções científicas equivocados e ultrapassadas sobre o cérebro e o ser humano, defendem que as pessoas com estes diagnósticos possuem uma espécie de defasagem no Córtex pré-frontal e não reconhecem os avanços da ciência moderna, aplicada as várias áreas do saber, da cibernética à medicina contemporânea. Os testes utilizados para fundamentar estes diagnósticos expõem as crianças a situações extremamente constrangedoras e traumáticas, criam profecias auto-realizadoras com consequências perversas para toda a vida.

APRESENTAMOS

os subsídios e a fundamentação epistemológica para compreensão dos equívocos médicos e pedagógicos, a partir de uma perspectiva integral do ser, da vida e do mundo, que supera a visão segmentada do conhecimento dividido em disciplinas e entende as distintas áreas das ciências empíricas de forma relacional, sistêmica, conexa, complexa, holística e interdependentes, compreendendo teoria e prática sempre de forma indissociável. 

OTIMIZAMOS

o aprendizado das crianças realizando uma leitura adequada dos problemas enfrentados. A partir do processo de desenvolvimento singular de cada criança e compreendendo de outras formas as rotuladas dificuldades de concentração, indisciplina e desobediência. Se antigamente a escola usava da palmatória como castigo físico para tornar obedientes aqueles que insistiam em reagir as opressões normativas desta instituição, hoje o castigo físico é ainda mais violento, em formato de comprimido e fortalecido pelo discurso médico, de modo a castigar fisiologicamente as crianças, faz com que se afastem gradativamente de si mesmas e deixem de sentir e ser quem realmente são. O aprendizado ocorre através dos nossos sentidos, impedir que as crianças sintam aquilo que naturalmente sentem é afasta-las de si mesmas, sabotar o seu processo de autoconhecimento, conhecimento do outro e do mundo que as cerca, prejudicando consequentemente o processo do desenvolvimento de sua autonomia. É preciso respeitar o ritmo de aprendizado de cada estudante e abrir espaço para que possam fazer escolhas e aprender a partir da experiência.

OFERECEMOS

Consultoria pedagógica e encaminhamento para escolas e profissionais alinhados a a nossa perspectiva. Para entender como muitas organizações escolares e não escolares se transformam em agentes responsáveis pelo adoecimento infantil faz-se necessário também reconhecer outras formas de organizar a instituição escolar já existentes no Brasil e no mundo e que dialogam com princípios pedagógicos que prezam pela saúde física e mental de seus estudantes.

 

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